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HISTÓRIA DA MASSOTERAPIA




A massagem é uma técnica de cuidar ou tratar muito antiga, podemos dizer até que é instintiva; basta uma dor e automaticamente massageamos o local, assim como os animais que usam a língua com o mesmo intuito.


Já praticada na Pré-história, sua origem provém da China, Índia, Japão, Grécia e Roma. Na literatura, a referência mais antiga que conhecemos sobre o tema está na obra Huang Di Nei Jing Su Wen (Tratado de medicina do Imperador Amarelo), em que o autor Huang Di (aproximadamente 2500 a.C.), também conhecido como Imperador Amarelo, aborda os fundamentos da medicina chinesa.


Hipócrates (460 a.C. – 370 a.C.), adotando o termo anatripsis, que significa “fricção”ou “esfregação”, escreveu: “O médico deve ter experiência em muitas coisas, mas certamente deve ter habilidade na fricção… Porque a fricção pode unir uma junta que está com demasiada folga e afrouxar uma junta que está demasiadamente rígida”. Em On The Articulations, ele considera a massagem muito importante para a cura e descreve suas qualidades, elaborando indicações e contraindicações da técnica.


Na Antiguidade, médicos gregos e romanos faziam o uso de manobras de massagem para cuidar de seus pacientes e aliviar suas dores. Júlio César (100 a.C. – 44 a.C.), imperador romano, acometido de epilepsia, era submetido a beliscões para alívio de suas dores de cabeça e nevralgia; Plínio (23 – 79), naturalista romano, recebia regularmente sessões de fricção, uma manobra de massagem, para alívio de suas crises de asma. Asclepíades (124 d.C. – 40 a.C.), medico grego, contribuiu muito para o desenvolvimento da massagem ao afirmar que existiam apenas três agentes ou formas de terapia: a hidroterapia, os exercícios e as técnicas de fricção. Já Galeno (129 d.C. – 199 d.C.), medico grego, escreveu dezesseis livros sobre o tema, que classificavam e descreviam detalhadamente as técnicas de massagem e seu papel relevante na análise dos efeitos que causavam.


A civilização grega não só cultuava o conhecimento mas também valorizava muito a saúde, a beleza e o porte atlético, pois os esportes competitivos eram uma tradição. Por conta disso, seus competidores recebiam uma massagem chamada de apoterapia, antes e depois de um evento, para cuidar da musculatura.


No século V, com a decadência do Império Romano, a medicina na Europa estagnou-se, não sendo realizados novos estudos na área.


No século X, Abu Ali al-Husayn ibn Abdullah ibn Sina (980-1037), mais conhecido como Avicena, medico e filósofo árabe, relata em seus manuscritos as características e as funções das manobras de massagem. Na obra Al-Qanun (O cânone da medicina), ele menciona “a dispersão das matérias estéreis ou esgotadas que se encontram nos músculos, e não são expelidas pelo exercício”, referindo-se à atividade da massagem no corpo humano após o exercício físico.


Temos um hiato na história, na Idade Média, quando todas as ciências ficaram subordinadas às regras da Igreja. Somente no século XVI, na França, Ambroise Paré (1510-1590) transcreveu e publicou as contribuições das fricções a partir de uma antiga literatura, afirmando também o próprio uso e aplicação em seus pacientes acometidos de cirurgias. Seu trabalho foi reconhecido, e então a terminologia francesa de muitas das manobras de massagem tornou-se consagrada mundo afora.


No século XVIII e início do século XIX, os cuidados com a saúde voltaram a receber um olhar mais atento, e os exercícios físicos foram incorporados aos cuidados coma saúde.


Datam desse período os estudos de Francis Fuller the Younger (1670-1706), na Inglaterra, e Joseph-Clémet Tissot (1747-1826), na França, defendendo o trabalho físico de exercícios e movimentos. Esses dois pioneiros antecederam Per Henrik Ling (1776-1839), e devem tê-lo influenciado muito quanto às suas ideias e estudos sobre a ginástica e seus efeitos.


Per Henik Ling conhecia as técnicas chinesa, egípcia, grega e romana, além de ter conhecimento de ginástica e fisiologia, o que lhe permitiu desenvolver um Sistema que une a massagem aos exercícios terapêuticos, conhecido na época como “ginástica médica”, depois, como “massagem sueca” e, atualmente no Brasil, “massagem clássica”.


O método de Ling chegou à Inglaterra em 1840, um ano após sua morte.


Dr. Mathias Roth (1818-1891) escreveu o primeiro livro em inglês sobre a ginástica e movimentos suecos, além de traduzir um artigo escrito por Ling, em que fazia referência e descrevia suas técnicas, aplicabilidade e efeitos.


Nos Estados Unidos, o Dr. George H. Taylor (1821-1896) publicou, em 1860 e 1890, artigos sobre cura, atribuindo os resultados às técnicas que ele utilizava, ensinadas a ele pelo próprio Ling. Seu irmão Charles Fayette Taylor (1827 – 1899), defensor incansável do movimento sueco, publicou vários artigos referindo-se aos estudos de George.


No fim do século XIX, a massagem era amplamente divulgada e praticada, e muitos confirmavam seus efeitos positivos para a saúde, bem como sua eficácia nos tratamentos médicos.


Nos Estados Unidos, nas décadas de 1940 e 1950, ocorreu uma grande incidência de casos de poliomielite. Elizabeth Kenny (1856 – 1952), enfermeira australiana, tratava os pacientes com compressas quentes nos membros afetados, manipulação e alongamento dos músculos, alcançando grandes resultados na diminuição das sequelas e gerando maior aceitação pública da massagem.


Um dos fatos marcantes para a divulgação e o conhecimento do tema foi a criação do Instituto Esalen, na Califórnia, em 1966, no qual a massagem era feita com um forte apelo intuitivo, com o objetivo de trabalhar o corpo e a mente.


No século XXI, com o crescimento do uso de terapias complementares no auxílio do tratamento de muitas enfermidades, a massagem ganha mais credibilidade, e mais pesquisas e estudos científicos começam a influenciar a comunidade médica sobre o valor da massagem como terapia complementar para garantir ao ser humano maior bem-estar, saúde e autoconhecimento.


Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que a saúde não depende apenas de ações promovidas por médicos, dentistas e enfermeiros, pois outros profissionais, com formações diversas, atuam de maneira multidisciplinar.



FERRAZ, J. A e M. C. P. BERGAMINI, Massoterapia Princípios e práticas orientais e ocidentais. Editora SENAC, 2017, p. 22 a 25.


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